Biometria reduz o "ROI da fraude"    (22/6/2009)

Ainda é preciso estabelecer padrões para interoperabilidade para expandir o uso da tecnologia. Zelar pelas informações sigilosas e prevenir os bancos das fraudes é um árduo trabalho que desafia, diariamente os profissionais da TI das instituições financeiras. Isto porque os ataques virtuais (e também os físicos aos ATMs) sofisticam-se acompanhando a própria evolução e modernização da segurança dos bancos.

Nesse cenário, o uso da biometria ganha importância à medida que dificulta a ação dos invasores. "O retorno sobre o investimento (ROI) não compensa porque dá muito trabalho burlar a biometria", enfatizou Francimara Teixeira Viotti, em palestra durante o Ciab 2009. Francimara integra o grupo da Febraban responsável pela criação de padrões de referência para o uso de todos os bancos, no que tange a biometria e as certificações digitais. O grupo segue a linha da autenticação em três fatores: algo que o usuário sabe, algo que ele tem e algo que o usuário é.

Até o momento, os trabalhos conseguiram mapear os atributos das tecnologias existentes e elencou quatro possibilidades de padrões: por meio das veias das mãos, das veias dos dedos, a impressão digital e a voz. Agora, o grupo está selecionando universidades para depois convidar empresas para patrocinar o projeto. "Precisamos criar referências e permitir a interoperabilidade entre os bancos. Hoje, existe uma dificuldade enorme de legislação e de padrões técnicos", salientou Francimara, justificando que os bancos precisam uniformizar o tipo de biometria que usarão para facilitar para o cliente.

A executiva apontou ainda, cinco principais tendências para este mercado: a segurança baseada em reputação, as múltiplas credenciais por usuário, ter uma federação de identidade, permitir a convergência de padrões e o avanço da chamada fraude como serviço. "Os problemas não estão relacionados à autenticação, mas à identidade dos clientes em todos os canais", finalizou.



Fonte: ABESE