Cerca de 450 mil imóveis no Brasil possuem sistemas de monitoramento eletrônico    (10/8/2008)

Controle de acesso, câmeras de segurança, monitoramento de pessoas e veículos. O mercado de sistemas de segurança eletrônica cresce a passos largos nos cuidados das residências.

Se de um lado há a lacuna da segurança pública, com o crescimento de assaltos e furtos a moradias e pedestres, de outro há uma indústria que faturou US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 1,9 bilhão) só no ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese).

Um sistema digital de circuito fechado de TV (CFTV), com quatro câmeras, pode variar de preço entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, dependendo da tecnologia utilizada. Na Região Oceânica de Niterói, os condomínios de casas chegam a investir em torno de R$ 100 mil para implantação de um sistema eletrônico de segurança, segundo o Conselho Comunitário de Moradores da Região Oceânica (Ccron).

No Brasil, existe hoje aproximadamente 1 milhão de câmeras de monitoramento e cerca de 450 mil imóveis monitorados por sistemas eletrônicos de alarmes, num mercado que cresce a taxas médias de 13% ao ano, de acordo com o Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança do Estado do Rio de Janeiro (Siese-RJ). Olhos eletrônicos que vigiam nossas vidas.

Estima-se que sejam instaladas, anualmente, cerca de 140 mil câmeras, ou 11,6 mil por mês, segundo a Abese.

Em Niterói não é diferente. Segundo o diretor do Ccron e advogado, Leonardo Saad, morador de Piratininga há mais de 30 anos, a contratação dos serviços de segurança se dá devido à grande onda de violência na área.

"Há uma consulta grande de condomínios e pessoas que consultam este tipo de serviço para vigilância. Existe um mercado natural para isso. Mas não nesse volume de contratação que está ocorrendo. Na Região Oceânica, o problema é mais acentuado. Tecnicamente, o efetivo da PM aumentou, mas não foi suficiente para diminuir o problema. A maioria dos condomínios tem segurança eletrônica, e os que não as tem, estudam implantar", disse Saad.



fonte: JORNAL "O FLUMINENSE"